
Quanto brilho me ofuscava o olhar do que me impedia de contemplar a verdadeira forma de um começo. Enquanto contemplava, procurava remeniscências de um princípio, de um momento que me tivesse trazido até aqui, até hoje, até ao "agora". Num olhar circular dei por mim num espelho onde as cores se fundem e os tempos se misturam compondo uma nova melodia 4/2 em andamento suave. Desconheço o fim do que reconheço desconhecer o princípio, mas o "agora" é o meu presente. Parei e pensei. Assim contemplei o meu caminho: sem descobrir bem o destino, sem o compreender bem, sem começo, sem princípio.
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